Ucrânia: procuradoria desmente que ex-primeira-ministra tenha sido presa

KIEV  - A procuradoria geral da Ucrânia desmentiu nesta terça-feira a detenção da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, anunciada pouco antes por seu partido, esclarecendo que ela foi convocada a depor como parte de uma investigação.

"Procedimentos vinculados à investigação estão em curso. Uma vez que tenham terminado, Yulia Vladimirovna (Timoshenko) voltará para casa", disse o general Renat Kuzmin, alto funcionário da procuradoria, citado pela agência Interfax.

Poucos minutos antes, o partido de Timoshenko havia denunciado sua prisão na internet. Em seguida, publicou uma correção, indicando que houve uma "tentativa de prisão", segundo uma porta-voz da ex-premier, Natalia Lysova, procurada pela AFP.

Yulia Timoshenko é acusada de abuso de poder e de causar significativos prejuízos financeiros ao Estado ucraniano no período em que governou o país, entre dezembro de 2007 e março de 2010, segundo a justiça ucraniana.