Militares prometem libertar ativistas presos nos protestos no Egito

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que comanda o país desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, anunciou hoje (13) que vai libertar os ativistas políticos presos durante as manifestações contra o governo. A iniciativa foi anunciada pelo conselho, que usou a rede social Facebook.

"Serão tomadas medidas para libertar imediatamente os respeitáveis jovens da revolução que foram detidos em março e abril", informou o conselho via Facebook.

As manifestações na Praça Tahrir, no Cairo, foram mantidas, mesmo depois da saída de Mubarak. Os ativistas elogiaram os militares por terem reagido sem violência, mas, depois, passaram a críticá-los por causa da prisão de vários manifestantes.

Em abril, uma pessoa foi morta e mais de 70 ficaram feridas quando as autoridades dispersavam um protesto organizado para exigir a saída do chefe do Conselho Supremo, Hussein Tantaui. De acordo com relatos, os policiais dispararam tiros de armas automáticas para dispersar os manifestantes.

Porém, as Forças Armadas negaram responsabilidade sobre a morte e rechaçaram as acusações de abusos. Mas várias organizações não governamentais mantêm as acusações contra os militares e levantam dúvidas sobre suas afirmações.