Bin Laden se refugiou entre mulheres e filhas durante ataque

 

Osama bin Laden se refugiou em um quarto ocupado por suas mulheres e filhas durante a operação militar que o abateu, informou nesta sexta-feira a rede de televisão CBS.

Membros do comando americano que atacaram a residência paquistanesa de Bin Laden tentaram disparar enquanto ele estava no patamar do segundo andar, mas fracassaram, afirmaram à CBS funcionários de Washington que viram imagens da operação, filmadas por câmeras instaladas nos capacetes dos soldados.

Bin Laden fugiu em seguida para um quarto onde encontravam-se suas mulheres e filhas. O primeiro soldado que entrou no dormitório afastou as filhas, enquanto o segundo empurrou uma das esposas, que se atirou contra ele, segundo a rede de televisão.

Este último soldado disparou então contra Bin Laden, ferindo-o no peito, antes que um terceiro membro do comando atirasse em sua cabeça.

Washington havia dito iniciamente que a mulher que se lançou contra o soldado havia sido utilizada como "escudo humano" pelo chefe da Al-Qaeda, versão que foi desmentida posteriormente.

Osama bin Laden é morto no Paquistão

No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .

A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Três dias depois e ainda em meio resquícios de dúvidas sobre o fim de Bin Laden, a Casa Branca decidiu não divulgar as fotos do terrorista morto. Enquanto isso, Estados Unidos e Paquistão debatem entre si as responsabilidades e falhas na localização do líder da Al-Qaeda.