Ocidente se mobiliza para condenar Síria na ONU

Os países ocidentais lançaram uma nova tentativa para que o Conselho de Segurança da ONU condene a Síria pela sangrenta repressão às manifestações contra o regime, disseram fontes à AFP.

Recentemente, o país também se recusou a permitir a passagem de uma missão de avaliação humanitária das Nações Unidas na cidade de Deraa, foco dos protestos, informou a Grã-Bretanha na segunda-feira ao Conselho de Segurança.

"Esperávamos entrar com a missão a Deraa anteriormente, mas o governo (sírio) impediu e estou buscando mais informações sobre as causas desta negativa", disse na segunda-feira a chefe de operações humanitárias da ONU, Valerie Amos.

A Grã-Bretanha lidera as negociações dirigidas a apresentar uma resolução contra o regime de Bashar al-Assad, a qual, espera-se, seja aprovada pelo Conselho de Segurança em breve.

Paralelamente a isso, os países do Ocidente reforçaram sua campanha para evitar que a Síria obtenha um posto no Conselho de Direitos Humanos da ONU, que será votado na semana que vem.

Contudo, os esforços para pressionar a Síria encontram resistência na Rússia, China e em outros integrantes do Conselho de Segurança, que é composto por 15 membros. Estes mesmos membros têm protestado ainda em relação aos bombardeios aéreos da Otan na Líbia, alegando que estes foram maiores do que o autorizado pela ONU.

De acordo com grupos de Direitos Humanos, mais de 600 pessoas foram assassinados e cerca de 8 mil foram presas em oito semanas de protestos.