Técnicos conseguem avançar em edifício de reator de Fukushima

A Tokyo Electric Power (Tepco), responsável pela administração da usina de Fukushima, no Japão, informou nesta segunda-feira que níveis de estrôncio radioativo 130 vezes superiores ao permitido foram detectados no solo das instalações da central nuclear. A substância, quando inalada, se deposita nos ossos e é altamente cancerígena. O material foi extraído no dia 18 de abril.

Também nesta segunda. oss técnicos conseguiram avançar no edifício onde está um dos reatores da central nuclear. Eles tentarão instalar barreiras antirradiação para proteger os funcionários que estão construindo um novo sistema de resfriamento.

Durante a manhã, sete técnicos e dois diretores da agência de segurança nuclear passaram alguns minutos no edifício.

"É a primeira etapa para preparar a instalação de um sistema de resfriamento", declarou um porta-voz da Tepco.

A empresa divulgou fotos dos funcionários, com máscaras de gás e roupas de proteção, que trabalham no edifício de um dos reatores gravemente afetados pelo terremoto e tsunami que arrasaram o nordeste do Japão no dia 11 de março.

A Tepco informou que estuda a instalação de barreiras contra a radiação, além de outros equipamentos, para proteger os trabalhadores no local, onde a radioatividade varia entre 100 e 700 milisieverts por hora.

Mas, segundo a operadora, os níveis de radiação continuam "estáveis e leves" perto do local desde a abertura do edifício, no domingo à noite.

A Tepco pretende construir um novo sistema de resfriamento em circuito fechado até o exterior do reator para regular a temperatura e impedir o vazamento de água contaminada.

A operadora espera concluir o trabalho no prazo de um mês, segundo a imprensa, com o objetivo final de estabilizar a situação até janeiro de 2012.

Até o momento, as equipes da Tepco, auxiliadas por bombeiros e militares, esfriaram os reatores com caminhões-tanque e sistemas provisórios muito precários. A grande quantidade de água radioativa que inunda o local deve ser bombeada constantemente.

Com AFP