EUA querem investigar viúvas de Bin Laden

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Tom Donilon, afirmou que vai solicitar às autoridades do Paquistão acesso às três viúvas de Osama bin Laden para investigar que tipo de ajuda o terrorista recebeu para ficar tanto tempo escondido naquele país. 

"Pensamos que deveria haver algum tipo de rede de apoio para Bin Laden dentro do Paquistão", disse o presidente americano Barack Obama em uma entrevista à rede CBS.

Islamabad prometeu investigar, mas rejeitou que extremistas islâmicos tenham encontrado ali um refúgio.

Convidado a vários debates dominicais nas principais redes de televisão americanas, Tom Donilon também pediu a Islamabad que realize uma investigação, mas tentou não aumentar a polêmica, afirmando que nada permite acusar os líderes paquistaneses de terem protegido Bin Laden.

"Não temos nenhuma prova de que o governo de Islamabad soubesse" onde estava o líder da Al-Qaeda, acrescentou à rede NBC. Mas, estimou, "Bin Laden teve redes de apoio em Abbottabad", a cidade próxima a Islamabad onde foi morto por um comando americano no dia 1 de maio.

"Cabeças irão rolar", diz embaixador paquistanês

O embaixador do Paquistão nos Estados Unidos, Hussain Haqqani, assegurou neste domingo que irão "rolar cabeças" de funcionários de alto escalão paquistaneses após a divulgação de que Bin Laden se escondia há anos no Paquistão.

"Cabeças vão rolar assim que terminar a investigação", declarou à rede de televisão CNN.

Donilon indicou que não estava prevista nenhuma visita de Obama ao Paquistão. Em outubro, a Casa Branca anunciara que o presidente americano viajaria, neste ano, ao país.

Islamabad, que considera que teve a soberania territorial violada durante a operação, ameaçou rever sua cooperação militar com os Estados Unidos se um episódio semelhante voltar a ocorrer.

A oposição paquistanesa considera que o presidente Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani precisam explicar como foi possível que um comando americano entrasse em seu território nacional.

Com AFP