Subiu para quatro o número de mortos nos atentados de ontem no Afeganistão

CABUL - O número total de vítimas da série de ataques praticados no sábado contra alvos do governo na província de Kandahar, no sul do Afeganistão, aumentou para quatro mortos e mais de 40 feridos, anunciaram as autoridades locais neste domingo. Os atentados foram reivindicados pelos talibãs.

Armados com fuzis e lança-granadas, os rebeldes iniciaram a ação às 13h (5h30 de Brasília) de sábado, assumindo o controle de vários prédios públicos e atacando o gabinete do governador da província, que estava no local. Em seguida, foram registrados seis atentados suicidas e quatro explosões de carros-bomba, segundo o governador.

Pelo menos dois foguetes foram disparados contra o edifício onde funciona o gabinete, indicou à AFP Zalmay Ayubi, porta-voz do governo de Kandahar.

Neste domingo, os rebeldes continuam ocupando um dos prédios, de onde disparam tiros e foguetes. "É um edifício complicado, por isso precisamos de tempo para recuperar o controle. Mas daqui a pouco teremos expulsado o inimigo de lá", declarou o chefe da polícia, general Abdul Razeq. O prédio fica perto do escritório dos serviços de inteligência afegãos, o NDS.

Ao assumir a autoria do violento ataque, os talibãs afirmaram ter planejado tudo com antecedência, e indicaram que a ação não está relacionada à morte de Osama Bin Laden. Mesmo assim, um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente afegão, Hamd Karzai, afirma que os atentados foram uma "vingança" pela eliminação do líder da rede terrorista Al-Qaeda no Paquistão.

"Contabilizamos 46 feridos; 24 deles fazem parte das forças de segurança, e o resto são civis", explicou Mohamad Hashim, médico do hospital de Kandahar. "Também contamos quatro mortos, dois civis e dois membros da segurança", acrescentou. O balanço anterior era de dois mortos.