Manifestantes se reúnem em praça de atentado no Marrocos

MARRAKESH - Centenas de pessoas se reuniram neste sábado na praça Jamaa El Fna, em Marrakesh, onde fica localizado o popular Café Argana, palco de um atentado no dia 28 de abril, para dizer "não ao terrorismo".

Muitos manifestantes, entre eles estrangeiros estabelecidos no Marrocos, se reuniram para "tomar um suco de laranja no Café Argana", local onde um atentado deixou 17 mortos, a maioria estrangeiros, disse um dos participantes. "A ideia deste encontro é tomar um suco de laranja na praça e dar um tapa na cara dos terroristas", afirmou um dos organizadores.

"Estou aqui para manifestar minha emoção e minha raiva contra o que aconteceu. Queremos o Marrocos, queremos Marrakesh e dizemos isto em voz alta", declarou o proprietário de uma pensão na cidade turística.

Entre as personalidades que participaram da manifestação estavam o ministro marroquino do Turismo e o cônsul-geral da França em Marrakesh.

Por outro lado, o Movimento 20 de Fevereiro, que exige reformas políticas profundas no Marrocos, convocou um protesto pacífico para este domingo na Praça Jamaa El Fna para "denunciar o terrorismo e insistir na democracia". "A democracia e a justiça social são a melhor proteção contra o terrorismo e todas as outras formas de violência", ressaltou à AFP Mahjoub Bisnas, membro da organização do movimento em Marrakesh, que fica ao sul do país.

De acordo com Bisnas, "a manifestação de domingo é uma mensagem às autoridades marroquinas: nós insistimos na democracia pois esta é a forma mais eficaz de se combater o terrorismo".

Três pessoas foram detidas na quinta-feira pelas autoridades marroquinas, entre elas o principal suspeito do atentado.