Governo argentino pede prisão perpétua de Astiz

O governo argentino pediu nesta sexta-feira prisão perpétua para o ex-oficial da Marinha, Alfredo Astiz, por seu papel na morte de duas religiosas francesas, Alice Domon e Léonie Duquet, desaparecidas durante a ditadura (1976-1983).

"Peço a condenação de Alfredo Astiz à prisão perpétua", declarou o advogado da secretaria dos Direitos Humanos, Martin Rico, que o considera responsável por crimes de tortura e homicídios agravados, cometidos na Escola de Mecânida da Armada (Esma).

Aes religiosas francesas foram sequestradas nos dias 8 e 10 de dezembro de 1977, junto com dez militantes de defesa dos direitos humanos, entre eles a fundadora do movimento Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor.

Com a condenação, o ex-oficial, de 59 anos, poderá permanecer na prisão além do limite de 25 anos previsto pela lei, sem possibilidade de recorrer.