Grupo de Contato arrecada US$ 250 milhões para ajuda humanitária à Libia

ROMA - O ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, anunciou nesta quinta-feira, ao térmno da reunião do Grupo de Contato para a Líbia, em Roma, que foram arrecadados US$ 250 milhões para ajuda humanitária na Líbia ante o grave conflito interno.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que participou do encontro, fez um apelo à comunidade internacional, pedindo aos países que adotem mecanismos para um maior "isolamento" do ditador líbio Muamar Kadafi, no poder há mais de 40 anos.

"A comunidade internacional deve aumentar o isolamento diplomático e político de Kadafi", pediu Hillary, durante a reunião do Grupo de Contato sobre a Líbia realizada na sede da chancelaria italiana.

Hillary Clinton exortou seus aliados a "apoiarem a transição democrática da Líbia através do processo político", sob a liderança do enviado especial da ONU para a Líbia, o jordaniano Abdel Ilah Khatib.

A chefe da diplomacia americana sugeriu que os governos rejeitem "as visitas dos enviados de Kadhafi, a menos que queiram abandoná-lo ou que discutam seriamente sobre sua saída".

Hillary também pediu aos países que ainda mantêm representações diplomáticas na Líbia a "fechar suas sedes e enviar emissários a Benghazi", bastião dos rebeldes. "Temos que facilitar a criação nas capitais de todo o mundo de representações do Conselho Nacional de Transição", acrescentou. "Já é hora da violência parar, de Kadafi partir. Que comece a transição democrática", declarou.