Exército paquistanês ameaça revisar nível de cooperação com os EUA

ISLAMABAD - O exército paquistanês ameaçou revisar o nível de sua cooperação militar no caso de um novo ataque americano como o que matou Osama bin Laden no domingo, e indicou que deseja reduzir a presença militar dos Estados Unidos em seu território.

No entanto, o exército reconheceu as "falhas" de seu sistema de inteligência sobre Osama bin Laden, e anunciou ter ordenado uma investigação para apurar as falhas da busca pelo líder da rede Al-Qaeda.

O general Ashfaq Kayani, chefe do Estado Maior das forças armadas paquistanesas, reuniu-se nesta quinta-feira com os comandantes de cada setor da Defesa quatro dias após a operação americana que matou Bin Laden na cidade de Abbottabad.

"Se, por um lado, admitimos nossas limitações" em construir inteligência sobre a localização de Bin Laden, a reunião destacou as "conquistas" da inteligência militar contra a Al-Qaeda e outros grupos terroristas.

Sobre Bin Laden, o exército afirmou que a CIA conseguiu descobrir uma série de fatos com base em informações iniciais fornecidas pelo ISI, o serviço de inteligência paquistanês - e reclamou que os americanos não compartilharam com Islamabad as informações descobertas posteriormente.

Por fim, o general indicou ter encomendado uma investigação sobre as circunstâncias que levaram a esta grave falha de inteligência.