Costa do Marfim liberta 70 pessoas detidas junto com Gbagbo

Cerca de 70 pessoas, membros da família e funcionários da residência presidencial, detidas na segunda-feira em Abidjam junto com o ex-presidente Laurent Gbagbo, foram libertadas neste sábado, anunciou o governo do presidente Alassane Ouattara na televisão estatal.

Cerca de 30 membros da família do ex-presidente, que estavam detidos desde então, foram "conduzidos hoje a um destino que manteremos confidencial", informou o ministro da Justiça, Jeannot Ahussu Kuadio, ao canal TCI.

E cerca de 40 funcionários da residência presidencial também foram libertados e "voltaram para as suas casas", acrescentou o ministro.

Gbagbo encontra-se desde quarta-feira em uma residência sob vigilância ao norte do país, enquanto sua esposa Simone permanece no Golf Hotel, onde encontravam-se detidos os demais presos.

Fim da violência

O partido do ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo convocou neste sábado em Abidjam seus partidários a "deter a guerra e a escalada de violência" e apoiou a "reconciliação", após a prisão de Gbagbo na segunda-feira.

"Em muitos lugares, alguns de nossos compatriotas seguem se enfrentando, especialmente em Yopugon (bairro pró-Gbagbo a oeste de Abdijam), por rejeitar a lei de armas", declarou o presidente da Frente Popular Marfinense (FPI, em francês), Pascal Affi N''Guessan, acompanhado pelo ex-ministro das Relações Exteriores de Gbagbo, Alcide Djédjé.

 

"Devemos deter a escalada da violência e da decadência", afirmou em uma declaração feita no hotel onde se encontra refugiado junto a outras autoridades do antigo regime, protegidas pelas Forças Republicanas (FRCI) do novo presidente Alassane Ouattara e da ONU.

"Em nome da paz, paremos com a guerra, ponhamos fim a toda forma de beligerância e de confronto", continuou Affi, convocando a libertação das pessoas detidas, entre elas Gbagbo, para favorecer "a reconciliação nacional".