Três palestinos mortos em Gaza após ataque a ônibus escolar em Israel

Três palestinos morreram e 34 ficaram feridos nesta quinta-feira em bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, em resposta a um míssil lançado dos territórios sobre um ônibus escolar, ferindo gravemente um adolescente hebreu.

"As Brigadas Al Qasam responsabilizaram-se pelo ato, como primeira resposta aos crimes" de Israel, anunciou o braço armado do Hamas, fazendo alusão à morte de três de seus chefes locais perto de Khan Yunis (sul).

A erupção da violência seguiu-se a um período de calma de dez dias.

O movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, conseguiu no dia 26 de março que os principais grupos palestinos deste território prolongassem uma trégua tácita com Israel, desde que fosse recíproca.

Desde então, nove palestinos, entre eles três combatentes do Hamas e três da Jihad Islâmica, morreram em ataques aéreos israelenses. Ambos os movimentos armados prometeram represálias.

Nesta quinta-feira, um adolescente israelense foi ferido gravemente por um fragmento de míssil antitanque, que atingiu a parte posterior de um ônibus escolar, transportando alunos perto do kibutz (fazenda coletiva) de Nahal Oz. No ataque, o motorista também ficou levemente ferido.

É a primeira vez que este tipo de projétil alcança um alvo civil israelense, segundo os serviços de segurança.

A ação foi condenada "com veemência" pelo porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, "ordenou ao exército uma resposta rápida à ação contra o ônibus", segundo comunicado de sua assessoria.

O primeiro-ministro hebreu, Benjamin Netanyahu, de visita à Alemanha, declarou à imprensa que "na sua volta amanhã a Israel tomará todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos de Israel".