EUA expulsam embaixador do Equador e suspendem reunião bilateral

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira expulsar o embaixador equatoriano, Luis Gallegos, em represália pela saída de seu representante em Quito, Heather Hodges, informou um porta-voz do Departamento de Estado.

Washington decidiu ainda suspender a reunião bilateral prevista para junho, afirma em um comunicado o porta-voz do Departamento, Charles Luoma-Overstreet.

"O subsecretário adjunto (para América Latina, Arturo) Valenzuela convocou o embaixador Gallegos esta manhã para informar nossa decisão de declará-lo persona non grata. O embaixador Gallegos deve abandonar os Estados Unidos o mais rápido possível", acrescenta o texto do porta-voz.

"A injustificável ação do governo equatoriano não nos deixou outra opção", explicou Luoma-Overstreet.

Na terça-feira, o presidente Rafael Correa denunciou que o governo americano teria gente "infiltrada" na Polícia e nas Forças Armadas do Equador, após seu governo exigir a saída de Hodges.

Correa disse que o telegrama vazado pelo site WikiLeaks e publicado na véspera pelo jornal espanhol El País, que o acusa de nomear um chefe de polícia conhecidamente corrupto, "traz uma série de informações de dentro da Polícia, o que demonstra que há gente infiltrada nas Forças Armadas e na Polícia" do Equador.

Segundo o WikiLeaks, Hodges questionou a designação feita em 2008 do então general Jaime Hurtado para o comando da Polícia por considerar que teria utilizado "seu poder como máxima autoridade da corporação para extorquir".