Obama e Karzai lamentam queima do Alcorão e violência no Afeganistão

O presidente Barack Obama e seu colega Hamid Karzai lamentaram nesta quarta-feira em uma videoconferência a queima de um exemplar do Alcorão nos Estados Unidos e condenaram "firmemente" o ataque à sede da ONU no Afeganistão no dia 1° de abril, informou a Casa Branca.

A videoconferência entre ambos os dirigentes durou cerca de uma hora, no momento em que o Afeganistão é cenário de manifestações, algumas delas violentas, contra a queima do livro muçulmano sagrado, indicou a Presidência americana em um comunicado.

Ambos os líderes "manifestaram o seu profundo pesar pelas trágicas perdas de vidas humanas" e afirmaram que "atacar e matar pessoas inocentes representa um ultrage contra a humanidade e a dignidade".

O Afeganistão é cenário de vários episódios de violência desde sexta-feira, depois que um pastor evangélico da Flórida (sudeste dos Estados Unidos) cumpriu em 20 de março a sua ameaça de queimar um exemplar do livro sagrado do Islã.

Pelo menos 24 pessoas, entre elas sete funcionários da ONU, foram mortas e cerca de 140 ficaram feridas entre sexta-feira e domingo em Mazar-i-Sharif, maior cidade do norte do Afeganistão e em Kandahar, no sul do país.

A Presidência afegã indicou nesta quarta-feira que durante a videoconferência Obama havia "condenado firmemente a profanação do Alcorão pelo pastor americano e que lamentava que tenha havido vítimas durante as manifestações em Mazar-i-Sharif e Kandahar".