Crianças mutiladas são o novo drama no Iraque

Conflitos feriram milhares de civis e agora o governo não tem condições de atendê-los

Sadiq Ali, 15 anos, e Mohammed Ahmed, 14, são inseparáveis. Eles cresceram na mesma quadra, a oeste de Bagdá. Caminhavam juntos até a escola. Sonhavam se tornar astros do futebol quando um míssil caiu do céu e lançou fogo e estilhaços sobre os meninos. Sadiq perdeu a perna direita; Mohammed, a esquerda.

Quatro anos depois, a vida dos dois amigos é um exemplo das duradouras consequências dessa guerra sobre as crianças iraquianas. Milhares de anônimos foram feridos por mísseis e carros-bomba ou em batalhas nas ruas, e 800 mil pessoas perderam pelo menos um dos pais, de acordo com a ONU.

Com os serviços sociais ainda em farrapos, pais, funcionários públicos e ONGs dizem que o governo iraquiano tem sido incapaz de oferecer abrigo, acompanhamento psicológico e cuidados médicos a muitas dessas crianças.

* The New York Times

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