Chanceler francês diz que saída do presidente da Costa do Marfim é questão de horas

PARIS - As condições para a saída de Laurent Gbagbo são a única coisa que falta negociar após a queda do regime do presidente marfinense derrotado nas eleições de novembro, afirmou o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé.

"Pedimos à ONU que garanta a integridade física dele, assim como a da família, e organize as condições de sáida. É a única coisa que falta negociar agora", declarou o chanceler francês.

De acordo com Juppé, Gbagbo não tem nenhuma perspectiva, foi abandonado por todos.

 

Costa do Marfim: da eleição presidencial a nova guerra civil

Em 28 de novembro de 2010, os eleitores da Costa do Marfim foram às urnas na esperança de escolher o novo presidente para um país que há menos de 10 anos vivera uma violenta guerra civil. No entanto, quatro meses depois, quando o novo governo já poderia estar em plena gestação, o país se encontra dividido entre forças rivais que disputam a vitória eleitoral e, com ela, a liderança legítima da nação.

De um lado está Laurent Gbagbo, presidente desde 2000 e com sede no Sul do país; do outro, Alassane Ouattara, sediado no Norte e com amplo apoio da comunidade internacional.

Enquanto a pressão pela renúncia de Gbagbo cresce e o avanço de Ouattara em direção a Abidjan se concretiza, o país se aproxima de guerra civil, na qual dezenas de milhares morreram e milhares deixaram o país.