Forças de presidente no poder continuam controlando pontos cruciais da Costa do Marfim

ABIDJAN - As forças do presidente marfinense Laurent Gbagbo afirmam controlar o palácio presidencial em Abidjan, assim como a residência de Gbagbo e o acampamento militar de Agban, após os bombardeios da França e da ONU, afirmou o porta-voz do dirigente, Ahoua Don Mello.

Gbagbo "está surpreso de que a França ataque diretamente a Costa do Marfim", quando na realidade "nunca fechou a porta ao diálogo", disse à AFP o porta-voz, Ahoua Don Mello.

Indagado sobre uma possível rendição de Gbagbo, o porta-voz respondeu: "neste momento, isso não está sendo considerado".

Os "bombardeios" da ONU e da França contra alvos militares em Abidjan provocaram "muitos mortos", já que "os militares vivem com suas famílias nos acampamentos" militares, acrescentou.

A batalha de Abidjan, iniciada em 31 de março pelas forças do presidente Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como presidente eleito da Costa do Marfim, adquiriu uma nova dimensão com a participação, desde segunda-feira, das Nações Unidas e da França, quatro meses depois de uma crise pós-eleitoral que levou o país à beira da guerra civil.