Costa do Marfim: partidários de Ouattara negam balanço de massacre

ABIDJAN  - As Forças Republicanas de Alassane Ouattara, que é reconhecido pela comunidade internacional como presidente eleito da Costa do Marfim, afirmam ter registrado 152 mortos na cidade de Duekoue e não quase 1.000 como afirmam organizações internacionais.

"Após quatro dias de buscas com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) e a ONU, contamos 152 corpos no total", afirmou em Duekoue Sidiki Konate, porta-voz de Guillaume Soro, primeiro-ministro de Ouattara.

"É difícil estabelecer os que morreram durante os confrontos e os que morreram depois dos enfrentamentos. É muito cedo para estabelecer a responsabilidade das Forças Republicanas. Aconteceram combates, aconteceram mortes", acrescentou Konate.

Segundo a ONU e várias organizações internacionais, as tropas de Ouattara cometeram na terça-feira, ao tomar o controle de Duekoue, cidade estratégica do oeste, um massacre em grande escala, com balanços que vão de 330 a 1.000 mortos ou desaparecidos.

O CICV mencionou pelo menos 800 mortos apenas no dia 29 de março e denunciou a violência étnica. A ONG católica Cáritas citou 1.000 mortos ou desaparecidos entre 27 e 29 de maro.

O balanço da Missão da ONU na Costa do Marfim (ONUCI) é de 330 mortos entre 28 e 30 de março.