Cazaquistão tem eleição presidencial com resultado previsível

 

ASTANA - O Cazaquistão tem neste domingo uma eleição presidencial boicotada pela oposição, com a qual o chefe de Estado, Nursultan Nazarbayev, espera prolongar o mais de 20 anos no poder nesta antiga república soviética da Ásia central rica em petróleo.

A votação, muito criticada por analistas, coincide com as revoltas populares nos países muçulmanos para derrubar os líderes que que estão há décadas no poder. A população do Cazaquistão é de maioria muçulmana e Nazarbayev governa o país desde 1989, ou seja, antes do fim da União Soviética.

Mas uma insurreição é pouco provável neste país com alto crescimento graças aos recursos do petróleo.

Nazarbayev, de 70 anos, anunciou em janeiro, para surpresa geral, eleições presidenciais antecipadas, rejeitando a celebração de um referendo para prolongar até 2020 seu mandato como desejava o Parlamento, dominado pelo partido do presidente, Nour Otan.

A oposição decidiu boicotar as eleições por considerar que não tinha tempo para organizar uma candidatura e denunciou uma manobra política do chefe de Estado.