Registro oficial indica 7 mortos em ataque contra ONU no Afeganistão

O ataque contra o escritório das Nações Unidas na cidade afegã de Mazar-i-Sharif deixou sete funcionários mortos nesta sexta-feira, quatro nepaleses e outros três de diferentes nacionalidades, segundo um registro oficial das Nações Unidas, o que faz do ataque o mais mortal contra a ONU no Afeganistão desde 2001.

O porta-voz adjunto Farhan Haq apresentou esse registro nesta sexta-feira à tarde na sede da organização em Nova York.

Esse foi também o ataque mais sangrento contra a ONU desde o cometido na Argélia em dezembro 2007, no qual morreram 17 funcionários da ONU. O atentado em Bagdá contra as instalações da ONU no dia 19 de agosto de 2003 matou 22 pessoas, incluindo o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, enviado especial da ONU ao Iraque.

O registro do ataque praticado nesta sexta-feira contra os escritórios da ONU em Mazar-i-Sharif, maior cidade do norte do Afeganistão, deu lugar a anúncios confusos sobre as vítimas.

Pouco antes das declarações de Haq, um outro alto funcionário da organização havia afirmado em Nova York que oito funcionários das Nações Unidas tinham morrido.

Atta Mohammad Nour, governador da província de Balkh, da qual Mazar-i-Sharif é a capital, já havia anunciado o número de sete mortos, mas ao contrário de Farhan Haq, ele havia afirmado que das sete pessoas mortas, cinco eram nepalesas e duas europeias.

De qualquer forma, se esse registro for confirmado, este será o ataque mais mortal contra a ONU no Afeganistão depois da invasão do país por uma coalizão internacional no final de 2001.

Cinco manifestantes que protestavam contra a queima de um Alcorão nos Estados Unidos foram mortos e 20 ficaram feridos, segundo o governador afegão.

Oslo e Estocolmo indicaram que um norueguês e um sueco tinham sido mortos.

A embaixadora americana na ONU Susan Rice "condenou severamente o ataque horrível e insano". "Esses funcionários dedicados da missão da ONU no Afeganistão realiza um trabalho corajoso todos os dias para apoiar o povo afegão em circunstâncias extremamente difíceis, incluindo ataques repetidos. É indesculpável que essas bravas pessoas sejam alvo da violência", considerou ela em um comunicado.

O Conselho de Segurança deve se reunir nesta sexta-feira para analisar a situação no Afeganistão a partir das 17h00 (18h00 de Brasília).