ONU condena ataque em que integrantes foram decapitados

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, condenou nesta sexta-feira o ataque, que descreveu como "ultrajante e covarde", contra membros da organização no Afeganistão, de acordo com aBBC. Ao menos oito funcionários estrangeiros e outros três afegãos foram mortos hoje, dois deles decapitados, na cidade de Mazar-i-Sharif.

Um porta-voz policial local disse à agência EFE que as mortes aconteceram depois que uma manifestação contra a queima de exemplares do Alcorão por um pregador norte-americano terminou em violência.

"Oito estrangeiros foram mortos e dois foram decapitados", disse Lal Mohammad Ahmadzai, um porta-voz da polícia na região norte, acrescentando que as mortes aconteceram depois que manifestantes invadiram o escritório da ONU em Mazar-i-Sharif.

Cerca de mil manifestantes lotaram as ruas da normalmente pacata cidade após as orações de sexta-feira, e após duas ou três horas de protesto, a violência começou. Um pequeno grupo atacou o escritório da ONU, atirando pedras e escalando barreiras para tentar invadir o local.

Uma fonte policial, que recusou-se a ser identificada porque não tem autorização para falar com a imprensa, disse que os manifestantes atacaram as vítimas dentro do complexo da ONU. O chefe da missão na cidade ficou ferido, mas sobreviveu. Entre os mortos estão funcionários noruegueses, romenos e suecos, acrescentou o policial.

As Nações Unidas confirmaram ira que funcionários de suas instalações na cidade Mazar-e-Sharif sofreram um atentado durante os violentos protestos contra a queima de um Alcorão nos Estados Unidos. "Confirmamos o ataque e também que morreram pessoas das Nações Unidas", disse o porta-voz da organização Farhan Haq, quem assinalou que ainda não há certeza quanto aos números.