Militar dos EUA: exército líbio não está à beira do colapso

As forças armadas líbias ainda não estão à beira do colapso, embora os ataques da coalizão tenham deixado fora de combate um quarto das forças do ditador Muammar Kadafi, afirmou nesta quinta-feira o almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior americano.

"Prejudicamos seriamente os meios militares (das forças de Kadafi), sua defesa antiaérea, seus recursos de comando; reduzimos seu exército em 20 a 25%", declarou Mullen, em uma audiência no Congresso americano.

"Mas isto não significa que eles estejam à beira do colapso do ponto de vista militar, porque simplesmente não é o caso", destacou o general.

Cerca de mil missões de bombardeio foram executadas por aviões da coalizão desde o início da intervenção internacional na Líbia em 19 de março, e mais de 200 mísseis Tomahawk foram disparados contra posições líbias.

As forças leais a Kadafi iniciaram esta semana uma contraofensiva, com a qual conseguiram fazer recuar os rebeldes, que avançam pelo leste do país.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional

Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.