Militar americano nega que exército de Kadafi esteja à beira do colapso

WASHINGTON - As forças armadas líbias ainda não estão à beira do colapso, embora os ataques da coalizão tenham deixado fora de combate um quarto das forças do ditador Muamar Kadafi, afirmou nesta quinta-feira o almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior americano.

"Prejudicamos seriamente os meios militares (das forças de Kadafi), sua defesa antiaérea, seus recursos de comando; reduzimos seu exército em 20% a 25%", declarou Mullen, em uma audiência no Congresso americano.

"Mas isto não significa que eles estejam à beira do colapso do ponto de vista militar, porque simplesmente não é o caso", destacou o general.

Cerca de mil missões de bombardeio foram executadas por aviões da coalizão desde o início da intervenção internacional na Líbia em 19 de março, e mais de 200 mísseis Tomahawk foram disparados contra posições líbias.

As forças leais a Kadafi iniciaram esta semana uma contraofensiva, com a qual conseguiram fazer recuar os rebeldes, que avançam pelo leste do país.