Conflitos na Líbia continuam. Explosão mata ao menos 17

Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em duas explosões que destruíram, nesta sexta-feira, um depósito de armas perto de Benghazi, feudo da insurreição no leste da Líbia, confirmou o médico Nasser Tumi, do hospital Al-Jala. Um correspondente da AFP, que visitou o hospital, viu vários corpos no necrotério, alguns deles terrivelmente desfigurados e queimados.

A Líbia completou mais de 24 horas sem serviço de internet, que foi cortado "abruptamente" desde a quinta-feira, informaram empresas americanas que controlam o tráfego on-line.

A Arbor Networks informou que todo o tráfego de internet para e da Líbia "cessou abruptamente" a entre as 16H30 GMT as 17H00 GMT (13h30 e 14h00 de Brasília) da quinta-feira.

"Este corte ocorre depois de várias semanas em que se registraram interrupções periódicas e reduzido volume de tráfego na internet, provavelmente vinculados aos atuais acontecimentos sociais e polítics que ocorrem no país", informou.

Também na sexta-feira, foram reportados violentos confrontos entre os rebeldes e as forças leais ao líder líbio, Muamar Khadafi.

Outra empresa de controle de tráfego na internet, a Renesys, destacou na sexta-feira que o serviço na Líbia foi cortado pouco depois das 16H35 GMT (13h35 de Brasília) de quinta-feira.

"Todos os sites na internet alojados pelo governo líbio que testamos estavam inacessíveis", informou.

O site de buscas Google, que rastreia o status de produtos como Google Search e YouTube em vários países, reportou que estes serviços e outros eram inacessíveis na Líbia desde a quinta-feira.

Kadafi apela à ONU

O regime de Muamar Kadafi pediu nesta sexta-feira que o Conselho de Segurança da ONU suspenda as sanções adotadas contra o líder líbio por sua repressão aos manifestantes da oposição.

A carta afirma que apenas "uma quantia módica" de força foi utilizada contra os manifestantes da oposição, e que o governo foi "surpreendido" com as sanções ordenadas na última semana.

O regime pediu que a proibição de viajar e o congelamento dos bens contra Kadafi e sua comitiva "sejam suspensos até o momento em que a verdade seja estabelecida".

A carta de 2 de março, enviada ao Conselho de Segurança da ONU por Musa Mohammed Kusa, chefe do Comitê Popular da Líbia para Relações Exteriores, foi a primeira reação oficial comunicada à ONU.