Hillary: EUA vão agir se Venezuela violar sanções contra o Irã

Os Estados Unidos vão agir se a Venezuela violar as sanções internacionais impostas ao Irã, advertiu nesta terça-feira a secretária de Estado, Hillary Clinton.

"Se houver evidências de que violaram as sanções, agiremos contra eles", disse Hillary no Congresso, em Washington.

A chefe da diplomacia americana afirmou, no entanto, que até agora não há provas de que o regime de Hugo Chávez tenha violado as sanções impostas ao Irã por seu programa nuclear. As potências ocidentais acreditam que Teerã busca fabricar uma bomba atômica.

Washington vem manifestando preocupação desde que, em outubro passado, em Teerã, Chávez e o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, assinaram uma série de acordos de cooperação bilateral em matéria energética.

"Atualmente, nossa informação é que sua relação é principalmente diplomática e comercial, não se movendo na direção na qual eles afirmam", disse Hillary.

O legislador republicano Connie Mack, que deseja que a Venezuela seja incluída na lista de países que patrocinam o terrorismo, pressionou Hillary, alegando que há provas de que a Venezuela fornece combustível ao Irã.

"Vemos muitas declarações e contratos na Venezuela, mas não acreditamos que exista algo de concreto", respondeu Hillary.

A secretária de Estado também mostrou-se cautelosa sobre se Caracas apoia organizações consideradas terroristas por Washington, como a guerrilha colombiana das Farc.

"Constantemente estamos em busca de evidências. Temos parâmetros impostos pelo Congresso a serem cumpridos em relação às evidências", disse Hillary.

No entanto, criticou a retórica "preocupante e deplorável" de Chávez.

Durante a audiência na Câmara de Representantes, os republicanos, que agora detêm a maioria nesta Câmara, criticaram a flexibilização de algumas sanções contra Cuba por parte do governo de Obama.

"Parece que fazemos concessões e tudo o que o governo de Cuba quer", afirmou o republicano Albio Sires.

Hillary disse que o governo de Obama estima que "está no interesse do povo de Cuba que mantenhamos um enfoque positivo e deixemos claro a eles que o governo e o povo americanos apoiam sua liberdade e eventual democracia".