Personalidades islamitas sauditas reclamam reformas na Arábia Saudita

Um grupo de personalidades islamitas sauditas reclamou nesta segunda-feira reformas no reino, um dia depois que mais de 130 intelectuais liberais pediram a instauração de uma monarquia constitucional.

Em um pedido postado na internet com vários foros no Golfo, 26 personalidades islamitas, entre elas o pregador Salman al Auda, afirmam que "é preciso uma reforma radical na Arábia Saudita".

Afirmam ainda que "as revoluções árabes demonstram que o dirigentes árabes não ouvem os pedidos de reforma, de desenvolvimento e de liberdade de seus povos" e advertem que, caso não o façam, haverá caos e derramamento de sangue.

Os signatários reclamam que os membros do Majlis al Shura, o conselho legislativo, sejam eleitos e não nomeados, como acontece atualmente, e que esta assembleia disponha de prerrogativas legislativas e de controle.

Pedem, além disso, uma luta firma contra a corrupção, liberdade para os presos de opinião e liberdade de expressão.

No domingo, dezenas de intelectuais sauditas já haviam pedido reformas políticas, econômicas e sociais.

Os intelectuais afirmam em sua petição, publicada na internet, que as revoltas na Tunísia e no Egito tiveram como resultado uma situação no mundo árabe que "impõe (...) a mobilização e um esforço máximo para fazer as reformas antes que a situação se agrave" no reino.

Entre as principais reivindicações citadas no texto estava "a instalação de uma monarquia constitucional", "a separação de poderes" e a adoção de uma Constituição.

O texto solicitava também "a adoção de medidas que permitam dar às mulheres o direito ao trabalho, à educação, à propriedade, e à participação na vida pública" e proibir "toda discriminação confessional, tribal, regionalista ou racial".