Grã-Bretanha estuda zona de exclusão aérea sobre a Líbia

A Grã-Bretanha está trabalhando com seus aliados para definir um plano para uma zona militar de exclusão aérea sobre a Líbia, informou nesta segunda-feira o primeiro-ministro David Cameron.

Cameron disse ao Parlamento que as negociações foram motivadas pela ameaça de "mais medidas terríveis" sendo tomadas por Muamar Kadhafi para esmagar a maior oposição ao seu regime em quatro décadas.

"Não podemos tolerar que este regime utilize força militar contra seu próprio povo", explicou Cameron.

"Neste contexto, eu pedi ao ministro da Defesa e ao chefe do Estado-Maior Conjunto para trabalhar com nossos aliados em planos para uma zona militar de exclusão aérea".

O primeiro-ministro disse que é "evidente que este é um regime ilegítimo que perdeu o consentimento de seu povo".

Cameron alertou que estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre um país tão grande quanto a Líbia "não ocorre sem dificuldades".

"Nós estaríamos tentando cobrir uma grande área, seriam necessários muitos meios militares para alcançar este objetivo", disse.

O primeiro-ministro disse que há menos de 150 cidadãos britânicos ainda na Líbia e apenas "uma proporção muito pequena" quer deixar o país, acrescentando que o governo deve continuar a fazer "todo o possível" para retirá-los do local.

Cameron disse que cerca de 600 britânicos foram resgatados da Líbia nos últimos dias em missões ousadas que teriam envolvido forças especiais britânicas.

Aviões Hércules dirigiram-se ao deserto líbio duas vezes durante o fim de semana para pegar cidadãos britânicos e estrangeiros que trabalhavam em campos de petróleo remotos.

Acredita-se que um dos aviões escapou por pouco, após uma bala atravessar a cabine e ricochetar no capacete do piloto, informou a BBC.