Comunidade internacional intensifica pressão para o fim da crise na Líbia

BRUXELAS - A comunidade internacional deve intensificar esta semana as medidas para pressionar o presidente da Líbia, Muammar Kadafi, a encerrar o impasse que acentua a crise na região. Os órgãos das Nações Unidas, os blocos, como a União Europeia, e os países individualmente – liderados pelos Estados Unidos – vão comandar a pressão. Para o governo do Brasil, a violência registrada na Líbia contra os manifestantes é considerada “inaceitável”.

Desde o último dia 15, manifestações são registradas diariamente na Líbia. Há relatos de bombardeios e pessoas enterradas vivas. Os confrontos entre forças de segurança e manifestantes podem ter feito mais de mil mortos, segundo organizações não governamentais. Os estrangeiros esbarram em dificuldades para deixar o país. Os manifestantes pedem a saída de Kadafi, que está no poder desde 1969.

No sábado, durante sessão do Conselho de Segurança das Nações, a representante do Brasil, a embaixadora Maria Luiza Viotti, reiterou a defesa da liberdade de expressão e o fim dos atos de violência na Líbia. Ao apoiar as sanções à Líbia, por meio da proibição de venda de armas e do congelamento de bens e veto, a diplomata disse que o objetivo é dar mais segurança aos civis.

“As medidas que estamos adotando são destinadas a deter a violência, assegurar a proteção da população civil e promover o respeito pelo direito internacional”, disse Maria Luiza Viotti.

Durante a sessão de sábado, o Conselho de Segurança recomendou o julgamento no Tribunal Penal Internacional. Para a embaixadora brasileira, ainda é possível buscar uma solução para o fim da crise na Líbia por intermédio do “diálogo e da reconciliação”.

Em seguida, a embaixadora acrescentou que o empenho da comunidade internacional “será essencial para garantir o fim do derramamento de sangue e para que a Líbia retorne à estabilidade”.

A crise na Líbia é tema de outra reunião hoje, em Genebra, na Suíça, do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. A ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, é a chefe da delegação brasileira.