Funcionários da Odebrecht na Líbia desembarcam em MG

Outros 148 brasileiros chegaram neste domingo à Grécia e todos passam bem

BELO HORIZONTE - Cinco funcionários mineiros da construtora Odebrecht que trabalhavam em Trípoli, capital da Líbia, desembarcaram no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Neste domingo, a empresa informou que concluiu a operação de retirada de todos os seus funcionários expatriados da Líbia. No total, 3.558 pessoas de 35 nacionalidades saíram do país africano sem nenhum incidente.

Ontem, chegou a Malta o terceiro voo fretado pela empresa, com 445 pessoas, e um navio com 1.889 pessoas a bordo. "De Malta, as pessoas seguirão para seus países de origem por meio de conexões, processo que deve durar mais alguns dias", diz a Odebrecht em nota.

E o navio com 148 brasileiros, funcionários da construtora Queiroz Galvão e seus parentes, 48 portugueses, 20 espanhóis e um tunisiano que estava em Benghazi, na Líbia, chegou  ao porto de Pireu, em Atenas, na Grécia, na manhã deste domingo, às 7h20 do horário local (por volta de 2h do horário de Brasília). As informações são do Ministério das Relações Exteriores. Todos os tripulantes passam bem.

A embarcação havia deixado o porto da cidade líbia de Benghazi na manhã de sábado (26). Todos haviam embarcado na sexta, mas o mau tempo impediu que a viagem começasse no mesmo dia, sendo transferida para sábado.

Na manhã deste domingo, o governo brasileiro informou que a viagem transcorreu sem problemas e que todos os brasileiros estão bem. Eles foram levados para a embaixada do Brasil em Atenas. Na segunda (28), eles embarcam de avião para o Brasil, em voo que fará escala em Portugal. A viagem durou cerca de 20 horas.

O navio, de bandeira grega, é de responsabilidade da construtora Queiroz Galvão, que tem negócios na Líbia. Relatos de parentes dos brasileiros informam que autoridades líbias retiveram muitos passaportes de estrangeiros que viviam no país. Desde o dia 15, a população da Líbia protesta pedindo o fim do governo de Muammar Kadafi.

Organizações não governamentais estimam que mais de 700 pessoas morreram nos confrontos entre manifestantes e forças policiais. Também há denúncias de violação de direitos humanos e crimes contra a humanidade.