Governo e guerrilha das Filipinas retomam negociações de paz

OSLO - O governo das Filipinas e a guerrilha comunista retomaram nesta terça-feira, em Nesbru, perto de Oslo, as negociações de paz suspensas há seis anos. "O diálogo não é um sinal de fraqueza. É uma estratégia de corajosos, abre as portas", declarou o vice-ministro norueguês das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, ao inaugurar as discussões.

Os delegados do governo filipino e da Frente Democrática Nacional (FDN), vitrine política do Partido Comunista Filipino (PCF), abordarão nesta primeira rodada de negociações de sete dias as reformas econômicas e sociais, em particular a reforma agrária, reclamada pelos comunistas.

As negociações tiveram início no dia seguinte à prisão de Alan Jasminez, um importante dirigente do Partido Comunista, detido horas antes da entrada em vigor de um cessar-fogo durante as negociações.

A Frente Democrática Nacional exigiu sua imediata libertação, afirmando que era um dos consultores nas negociações e que por isso gozava de imunidade.

As últimas negociações entre o governo e os comunistas, realizadas em 2004, foram interrompidas porque não foi atendido o pedido de que o Novo Exército do Povo (NEP), braço armado do Partido Comunista, fosse tirado da lista de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia.