Israel nega risco na relação com o Egito

Os acontecimentos no Egito não representam nenhum risco para as relações com Israel, afirmou o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, que descartou uma evolução similar à iraniana no país vizinho em uma entrevista ao canal americano ABC.

"Penso que não existem riscos nas relações entre Israel e Egito e que nenhum risco operacional nos aguarda ao dobrar a esquina", declarou o ministro no programa "This week", gravado sexta-feira.

O ex-premier destacou que o movimento que levou à renúncia do presidente Hosni Mubarak foi "espontâneo" e não tem "nenhuma semelhança" com a revolução iraniana de 1979.

Mas em 7 de fevereiro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou na Knesset (Parlamento) que era "possível" que o Egito seguisse o exemplo do Irã.

Já o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, afirmou confiar no apoio do Egito à Autoridade Palestina no futuro, apesar das mudanças políticas no Cairo.

"Por quê deveria pensar que depois dest revolta o Egito nos apoiará menos?", questionou o premier em entrevista ao jornal Washington Post.

Sob a presidência de Hosni Mubarak, o Egito, país de fronteira com a Faixa de Gaza e Israel, desempenhou um papel fundamental nas conversações de paz entre palestinos e israelenses, atualmente suspensas.

Mubarak tentou, em vão, reconciliar o partido político do presidente Mahmud Abbas, o Fatah, com o rival Hamas, o movimento radical que controla a Faixa de Gaza.