FIP lamenta ataques a jornalistas por partidários de Mubarak

A Federação Internacional de Jornalistas (FIP, na sigla em espanhol) "protestou em termos muito firmes contra os ataques dos partidários" do presidente egípcio, Hosni Mubarak, a jornalistas que cobrem os violentos protestos no Egito, segundo documento difundido na sexta-feira.

A FIP, que diz representar 164 sindicatos e associações de jornalistas, que reúnem 600.000 profissionais, escreveu uma carta ao primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, "para protestar em termos muito firmes contra os ataques dos partidários do seu presidente aos repórteres que cobrem a atualidade do seu país".

"Está claro que se trata de algo premeditado e que é uma campanha organizada de ataques para intimidar os jornalistas e impedir que continuem informando", destacou a FIP neste documento.

"Responsabilizamos o seu governo pela segurança de todos os jornalistas e reiteramos nosso pedido para que cessem de imediato este tipo de agressões", acrescentou.

A FIP anunciou ter sido informada de "ataques violentos" a jornalistas de vários meios de comuncicação (Al-Arabiya, o jornal egípcio Al-Shorouk, o belga Le Soir, CNN, Associated Press, o canal dinamarquês TV2, a BBC, a rádio islandesa RUV, Al Jazeera, Televisão Sueca, Washington Post), vários dos quais foram sequestrados ou detidos.