Petróleo cai em Nova York e sobe em Londres

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira em Nova York, com o barril de referência cedendo 1,42 dólar, a 90,77 dólares, e o Brent continuou em alta, superando os 102 dólares, num momento em que os investidores acompanham a situação no Egito.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate ("light sweet crude") para entrega em março fechou em 90,77 dólares, em baixa de 1,42 dólar.

Em Londres, pelo contrário, o barril do Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento mantinha-se acima dos 100 dólares.

"O mercado se acostuma com a situação", constatou Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock. A sessão foi marcada por alguns altos e baixos, enquanto os investidores avaliavam a situação do Egito.

Milhares de egípcios invadiram novamente as ruas na maior manifestação em oito dias de protestos contra o presidente Hosni Mubarak, e a mobilização recebeu o apoio do Exército.

Durante a tarde, as perdas no mercado petroleiro aumentaram após vários meios de comunicação informarem que o presidente Mubarak não se apresentaria à reeleição.

"Há esperanças de que a transição seja ordenada, se ela ocorrer. Não parece que o Exército vá reprimir os manifestantes. Isso acalma alguns temores do mercado", adiantou Phil Flynn, da PFG Best Research.

Embora o Egito não seja um produtor importante, abriga duas vias estratégicas para o transporte do petróleo do Oriente Médio, do Mar Vermelho ao Mediterrâneo: o Canal de Suez e o oleoduto Suez-Mediterrâneo (Sumed).

Por sua vez, os preços do Brent, negociado em Londres, mantinham a tendência à alta.

"Se o canal de Suez fechar, os preços aumentarão primeiro na Europa e depois nos Estados Unidos", observou Rich Ilczyszyn.

Além disso, os preços do WTI (West Texas Intermediate) negociado em Nova York são afetados por importantes reservas nos Estados Unidos: espera-se um novo aumento dos estoques de petróleo na quarta-feira, a ser anunciado no informe semanal do departamento de Energia americano.