Manifestações contra Mubarak em Doha, Amã e Beirute

Manifestações de apoio ao movimento de revolta popular sem precedentes no Egito contra o presidente Hosni Mubarak ocorreram nesta terça-feira em frente às embaixadas egípcias em Doha, Beirute e Amã.

Em Doha, em torno de 3.000 pessoas pediram diante da embaixada o fim do regime do presidente Mubarak.

Durante a manifestação, organizada pela iniciativa dos membros da comunidade egípcia no Qatar, os manifestantes, rodeados pelas forças de segurança, levantaram cartazes pedindo a saída de Mubarak e repetindo um slogan que se tornou célebre nas ruas do Cairo: "o povo quer a queda do regime".

No fim de duas horas, os manifestantes dispersaram-se com calma.

As relações entre Qatar e Egito são tensas. O governo de Mubarak acusa Doha de utilizar a emissora Al-Jazeera para criticar suas políticas.

Além disso, a Al-Jazeera foi proibida de ir ao ar pelas autoridades egípcias, que questionavam a cobertura das manifestações. O satélite, que depende da companhia estatal egípcia Nilesat, suspendeu a transmissão da emissora do Qatar.

Em Beirute, em torno de 200 pessoas manifestaram-se diante da embaixada egípcia em meio a um importante dispositivo de segurança.

Os manifestantes, que levavam bandeiras, gritavam: "80 milhões dizem ''não'' ao traidor Mubarak".

Em Amã, cerca de 150 jovens, sobretudo de esquerda, participaram dessa manifestação diante da chancelaria para exigir a saída de Mubarak.

"O Egito é livre, vá embora Mubarak", "Mubarak agente da CIA", "Viva a revolução, viva o Egito", gritavam os participantes, levantando uma bandeira egípcia gigante e retratos do ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser.