Autoridades russas libertam jornalista brasileiro após seis dias

As autoridades russas libertaram nesta terça-feira o jornalista brasileiro Solly Harold Boussidan, detido desde a última quinta-feira, dia 27, em um centro de retenção para estrangeiros, sob a alegação de ter exercido a profissão de jornalista no país sem ter autorização necessária.

No dia 27, segundo Boussidan, ele foi à prefeitura da cidade simplesmente para se informar sobre as Olimpíadas de Inverno que ocorrerão em Sochi em 2014. Lá, afirma ele, foi questionado sobre seu "credenciamento" para exercer a profissão de jornalista na Rússia. Boussidan relata que afirmou ter entrado no país como turista, mas disse que informou sobre sua profissão na imigração. A prefeitura então chamou as autoridades policiais.

A polícia levou o caso às instâncias jurídicas, e um magistrado decidiu pela detenção do brasileiro por até dez dias antes da sua deportação. Boussidan então foi levado para um centro perto da fronteira com a Geórgia, onde dividiu uma cela com outros cinco estrangeiros. Durante o período em que ficou preso, o jornalista disse que foi privado da higiene básica - pois não havia toalhas para tomar banho - e que recebeu alimentação apenas uma vez por dia.

A embaixada brasileira em Moscou informou, durante a negociação diplomática, que ele foi detido por uma decisão da Justiça, poder independente e soberano. E que o juiz russo cumpriu o que estava determinado em lei. Boussidan chegou a pedir para sair do país por vias próprias, hipótese negada pelas autoridades russas.