Cruz Vermelha: Farc libertarão reféns na semana que vem

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) esclareceu nesta segunda-feira que a libertação na Colômbia de cinco reféns da guerrilha das Farc será realizada na próxima semana, após o grupo rebelde divulgar as coordenadas dos locais onde fará a entrega.

"A operação começará na segunda-feira com a partida ao Brasil da (ex-senadora) Piedad Córdoba, seus colegas da (ONG) Colombianos e Colombianas pela Paz e os delegados da CICV", disse Christophe Beney, representante deste organismo humanitário, em uma coletiva de imprensa em Bogotá.

"Se tudo correr bem, a primeira libertação será na quarta-feira (9 de fevereiro)", informou.

"Entre cada operação é preciso deixar um dia entre elas. Talvez a segunda libertação ocorra na sexta-feira, e no domingo ou segunda-feira (13 ou 14 de fevereiro), a terceira", disse Beney.

"Nesta semana não haverá nenhuma operação. Faltam poucas coisas para resolver. Cruzar as cordilheiras é algo complexo", indicou Beney.

A decisão de iniciar a operação de resgate a partir de segunda-feira deve-se a questões logísticas sobre o tipo de helicópteros que serão utilizados e que serão fornecidos, junto com a tripulação, pelo governo do Brasil, explicou à AFP uma porta-voz do CICV.

Mais cedo, o governo da Colômbia anunciou o início do processo para libertar os cinco reféns das Farc.

"Na noite de ontem (domingo), a sra. Piedad Córdoba informou ao governo nacional que já recebeu as coordenadas das áreas do território nacional, onde ocorrerão as libertações.

Segundo o texto oficial, "os aeroportos das cidades de Villavicencio (centro), Florencia (sul) e Ibagué (cetro-oeste) serão os locais de onde partirão e aonde chegarão os helicópteros que transportarão as pessoas colocadas em liberdade".

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - a maior guerrilha do país - anunciaram em 7 de dezembro que libertariam o major da polícia Guillermo Solórzano, o cabo do exército Salín Sanmiguel, o infante da Marinha Henry López Martínez e os conselheiros Marcos Vaquero e Armando Acuña, sequestrados entre 2007 e 2010.

Fazem parte de um grupo de 19 policiais e militares que a guerrilha tem em seu poder, alguns há 12 e 13 anos, enquanto os dois políticos são os únicos civis que as Farc admitem manter entre seus reféns.