França ignora ameaças de Bin Laden e diz que continuará no Afeganistão

PARIS - A França está "determinada" a manter suas tropas no Afeganistão, apesar das ameaças do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, informou o ministério francês das Relações Exteriores. "Estamos determinados a continuar nossa ação em favor do povo afegão, ao lado de nossos aliados", declarou o porta-voz do ministério, Bernard Valero, antes de afirmar que a autenticidade da gravação de áudio do líder da Al-Qaeda divulgada nesta sexta-feira pelo canal Al-Jazeera estava sendo verificada.

Bin Laden, condicionou a libertação dos reféns franceses à retirada da França do Afeganistão e advertiu o presidente Nicolas Sarkozy que suas posições "custaram caro" ao país, em uma gravação divulgada nesta sexta-feira pelo canal árabe Al-Jazeera.

"Repetimos a mesma mensagem a vocês: a libertação de seus prisioneiros nas mãos de nossos irmãos está relacionada com a retirada de seus soldados de nosso país", declara a voz atribuída a Bin Laden na mensagem de áudio divulgada pelo canal que tem sede no Qatar. "A recusa de seu presidente de deixar o Afeganistão é o resultado da obediência dele aos Estados Unidos e esta recusa é uma luz verde para matar vossos prisioneiros". "Mas não faremos em um momento que seja conveniente a ele", completou.

De acordo com Bin Laden, a posição de Sarkozy "custará caro para ele e custará caro a vocês (os franceses) em diferentes frentes, dentro e fora da França".

Dois jornalistas franceses e três acompanhantes afegãos foram sequestrados no dia 30 de dezembro de 2009, 60 km ao leste de Cabul, na instável e montanhosa província de Kapisa.