EUA enterram menina morta em tiroteio no Arizona nesta quinta

A América enterra nesta quinta-feira a pequena Christina-Taylor Green, vítima, aos 9 anos de idade do fuzilamento de sábado em Tucson (Arizona, sudoeste), após a homenagem feita pelo presidente Obama à jovem vítima. Ela é a mais jovem das seis pessoas mortas durante um evento político, que deixou, também, 14 feridos, entre eles a parlamentar Gabrielle Giffords, gravemente atingida na cabeça.

Os funerais serão realizados na Igreja católica de Santa Elizabeth Ann Seton de Tucson, às 13h locais (18h de Brasília). Na noite de quarta-feira, durante uma emocionada homenagem às vítimas, em Tucson, o presidente americano Barack Obama reservou um tratamento especial para a pequena Christina, afirmando que todos vemos nela "nossos filhos".

Ao discursar na cerimônia em memória das vítimas, Obama lembrou Christina Taylor Green, que nasceu em 11 de setembro de 2001 e fazia parte do álbum de fotografias intitulado "Os rostos da esperança", composto por 50 bebês que nasceram naquele dia em cada um dos 50 Estados da União. "Em Christine, todos vemos os nossos filhos. Curiosos, cheios de confiança, com energia e repletos de magia", declarou Obama sobre a vítima de nove anos do massacre no Arizona.

Ao lado de cada foto havia uma mensagem para cada criança e o presidente Obama leu a destinada a Christina: "Espero que ajudes os que tiverem necessidade, que conheças todas as palavras do hino nacional, e que o cantes com a mão no coração. Espero que pules com os pés juntos as poças de água da chuva". "Se houver poças de água da chuva lá em cima, Christina estará pulando sobre elas", assegurou Barack Obama.

Neta do célebre jogador de basebal americano, a menina era uma excelente atleta e boa nadadora", contou a mãe, após o drama. A pequena, de cabelos e olhos castanhos "se interessava por tudo", tendo sido eleita para o conselho de alunos de sua escola, começando na política, acrescentou o pai.

No discurso transmitido ao vivo pela televisão e pronunciado para 27 mil pessoas, Obama tentou também acalmar a polêmica sobre a violência do debate político nos Estados Unidos. "Só um discurso público comedido e honesto pode nos ajudar a enfrentar nossas dificuldades, de uma forma que tornará (as vítimas) orgulhosas", declarou, com "o coração partido" pelo destino das vítimas do drama.

"Somos todos americanos, e (...) podemos debater as ideias dos outros sem questionar seu amor pelo país", lançou ele. "Num momento no qual nossa nação precisou, o presidente Obama apresentou na noite passada propostas emocionantes. Bravo", escreveu numa conta do Tweet Donald Rumsfeld, o ex-sercretário americano de Defesa (2001 a 2006) do presidente George W. Bush.

"Meus amigos me disseram que amanhã vou cumprimentar Obama. muitos amigos dizem que ele foi +nosso presidente" esta noite. Waouh. Melhor para ele!", escreveu também no Tweet, divulgado logo após o discurso do presidente, o apresentador de rádio, o conservador Glenn Beck, também comentarista do canal de televisão de direita Fox News.