Colômbia anuncia desmobilização de 2.381 pessoas ligadas às guerrilhas

BOGOTÁ - O governo do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, informou que foram desmobilizadas 2.381 pessoas ligadas às guerrilhas em atuação no país. Pelos dados oficiais, 2.009 pertenciam às Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc), 359 eram ligadas ao Exército da Libertação Nacional (ELN) e 13 dissidentes.

Segundo as autoridades colombianas, as pessoas ligadas às guerrilhas na Colômbia entregaram-se voluntariamente e também abriram mão das armas que dispunham. Com isso os ex-guerrilheiros e dissidentes passam por um processo chamado de reintegração na vida civil colombiana.

O trabalho de desmobilização é feito pelas forças de segurança ligadas ao Programa de Atenção Humanitária ao Desmobilizado. De acordo com as autoridades, os guerrilheiros foram desmobilizados em diferentes regiões do país. Apenas em dezembro de 2010, 175 guerrilheiros foram desmobilizados, dos quais 158 pertenciam às Farc e 17 ao ELN. As informações são da Presidência da República da Colômbia.

Santos decretou que o combate às guerrilhas na Colômbia é sua prioridade de governo. O presidente informa constantemente, por meio de assessores, que não aceita negociar medidas parciais nem abre mão da libertação de reféns em poder das Farc e do ELN. Ao passar pelo Brasil em 2010, Santos disse que a luta contra as guerrilhas é parte da política interna colombiana.