Missão da ONU vai permanecer na Costa do Marfim, diz Ban Ki-moon

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, rejeitou na noite de sábado o ultimato de Laurent Gbagbo, um dos dois presidentes proclamados da Costa do Marfim, para a saída dos soldados da missão de paz da organização do país africano e advertiu que em caso de ataques contra os capacetes azuis existirão "consequências".

"A missão da ONU, UNOCI, completará seu mandato e seguirá monitorando e documentando qualquer violação aos direitos humanos, incitação ao ódio e à violência, assim como os ataques contra as forças de paz da ONU", afirma um comunicado divulgado pelo porta-voz do secretário-geral.

Gbagbo pediu a saída das tropas da ONU e das forças francesas da Costa dos Marfim. Ele acusou ambas de apoiar seu rival, Alassane Ouattara, que foi reconhecido como presidente legítimo pela ONU.

"Ban está profundamente preocupado com os ataques contra uma patrulha das Nações Unidas e sentinelas da ONUCI executados por elementos das forças da Costa do Marfim, ao que parece as forças leais a Gbagbo", completa o texto. "Haverá consequências para aqueles que cometeram ou planejaram tais ações ou o façam no futuro", conclui o comunicado.