Milhares de austríacos deixam de financiar Igreja após casos de pedofilia

O arcebispo de Viena Christoph Schoenborn reconheceu, este sábado, que os casos de abusos sexuais de menores, revelados recentemente, levaram milhares de fiéis a abandonar a Igreja financeiramente. Segundo ele, o número de desistências é algo que "não se via desde a época nazista".

Em entrevista publicada no sábado no jornal Tiroler Tageszeitung, Schoenborn disse que o número de abandonos esta próximo de 80.000. "A última vez em que tanta gente deixou a Igreja foi durante o período nazista", acrescentou o prelado.

Na Áustria, o número de fiéis é estimado pelas estatísticas dos contribuintes que pagam um imposto voluntário à Igreja.

Após as revelações sobre abusos sexuais cometidos por sacerdotes e professores nas escolas católicas, um número cada vez maior de austríacos têm se negado a pagar este imposto e considera-se, então, que abandonaram a Igreja.

Em 2009, 53.216 austríacos deram as costas à Igreja católica. Foram 40.596 em 2008 e 36.858 em 2007. O arcebispo vienense reconheceu "que há poucas possibilidades de alimentar otimismo", ou seja, que está tendência venha a mudar.