Obama promulga pacote fiscal, uma 'grande vitória' da Casa Branca

O presidente americano, Barack Obama, promulgará nesta sexta-feira o pacote fiscal aprovado pelo Congresso na quinta-feira, anunciou a Casa Branca, que qualificou a medida de "grande vitória".

"Penso que é uma grande vitória para o presidente. Este acordo ajudará a economia e os que perderam seus empregos", disse o porta-voz, Robert Gibbs, durante entrevista coletiva.

Obama estampará sua assinatura no texto, que entrará em vigor imediatamente, em cerimônia que será celebrada às 15h50 locais (18h50 de Brasília) e posteriormente fará um discurso, informou um membro de sua administração.

A Câmara de Representantes aprovou a medida na quinta-feira por 277 votos a 148. A medida prorroga as isenções fiscais da era Bush, incluindo os contribuintes mais ricos, graças a um acordo que Obama fez com os republicanos na semana passada.

Na quarta-feira, o Senado aprovou o pacote por 81 votos a favor e 19 contra.

O secretário do Tesouro, Tim Geithner, manifestou satisfação pela aprovação das medidas que protegerão "a classe média de um aumento de impostos que teria causado danos a seu bolso e em detrimento da recuperação econômica".

"Esta legislação é boa para a democracia, boa para o emprego, boa para as famílias e a classe média e boa para as empresas que buscam investir e aumentar o número de empregados", disse o secretário do Tesouro.

O compromisso prorroga por dois anos as isenções fiscais adotadas em 2001 e 2003, sob a presidência de George W. Bush, e que expiravam em 31 de dezembro.

No total, este acordo representará um custo de 858 bilhões de dólares em 10 anos, de acordo com o Escritório de Orçamentos do Congresso (CBO).

Inicialmente, Obama queria prorrogar a isenção de impostos só para a classe média, ou seja, aqueles que ganham menos que 250.000 dólares ao ano, mas concordou em mantê-la também para os ricos em troca de uma prorrogação de 13 meses dos subídios ampliados para os desempregados.

O presidente americano transformou em prioriedade a aprovação deste acordo, após a derrota eleitoral para os republicanos nas legislativas de 2 de novembro.

Na quarta-feira, após a aprovação no Senado, Obama instou aos democratas da Casa hostis que aprovassem o projeto, o que acabaram fazendo.

A aprovação do pacote fiscal deu esperanças à Casa Branca, que busca o aval republicano em outros projetos, como a anulação da lei que obriga os soldados homossexuais a omitirem sua orientação sexual ou a ratificação do novo tratado START para o desarmamento nuclear com a Rússia.