Seis países recusam convite para entrega do Nobel da Paz a dissidente chinês

 

Seis países, entre os quais China, Rússia e Iraque, declinaram o convite a seus embaixadores na Noruega para assistir à cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz para o dissidente chinês preso Liu Xiaobo no mês que vem, informou esta quinta-feira o Instituto Nobel.

"Até esta manhã, 36 embaixadores haviam aceitado nosso convite, 16 não haviam respondido e seis disseram 'não'", disse à AFP o diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad.

"Os seis que disseram não foram China, Rússia, Cazaquistão, Cuba, Marrocos e Iraque", emendou, sem detalhar os países que ainda não deram resposta, embora os meios de comunicação tenham mencionado, esta quinta, Índia, Paquistão e Indonésia.

"O motivo (da ausência) é simples: o embaixador não estará na Noruega na ocasião. Tem previsto uma viagem há tempos, é uma coincidência. Não há nada de político nesta situação", declarou o conselheiro da embaixada russa, Vladimir Isupov, citado pela agência RIA Novosti.

Como acontece todo ano, o Instituto convidou todos os embaixadores radicados em Oslo, capital norueguesa, para assistir à cerimônia, em 10 de dezembro, e os diplomatas tiveram até 15 de novembro para dizer se iriam ou não.

A China, que considera o dissidente preso Liu Xiaobo um "criminoso", ameaçou com "consequências" os países que apoiarem o ativista condenado a 11 anos de prisão por "subversão do poder do Estado".

A embaixada chinesa em Oslo enviou uma carta às delegações dos demais países para pedir que não vão à cerimônia.

Apesar destas advertências, a maioria dos países europeus, entre eles Alemanha, Grã-Bretanha e França, bem como os Estados Unidos, confirmaram sua participação.