Ex-preso de Guantánamo é condenado por 'conspiração'

Uma corte americana considerou culpado, esta quarta-feira, Ahmed Ghailani, de uma das 286 acusações que pesavam contra ele após os atentados a bomba a duas embaixadas dos Estados Unidos, pondo fim ao primeiro julgamento civil de um ex-preso de Guantánamo.

O acusado, um tanzaniano de 36 anos, foi inocentado de mais de duas centenas de crimes, entre os quais o de conspirar com a Al-Qaeda para matar cidadãos americanos nos ataques contra as embaixadas da Tanzânia e do Quênia, em 1998, nos quais morreram 224 pessoas.

No entanto, o júri, que deliberou pelo quinto dia após um julgamento que durou quatro semanas, o considerou culpado de conspirar para destruir propriedade dos Estados Unidos.

Em suas deliberações, o júri também teve que considerar se a conduta do réu causou a morte de outras pessoas, além de um outro indivíduo que teria participado da organização dos atentados.

Pelo crime de conspiração, Ghailani pode ser condenado a uma pena mínima de 20 anos de prisão, afirmaram promotores de Justiça. Mas um porta-voz da promotoria informou que ele pode, inclusive, pegar a prisão perpétua.

O anúncio do veredicto está previsto para 25 de janeiro.