Hillary defende operações militares dos EUA no Afeganistão

 

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, defendeu as operações militares do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão, após o presidente afegão, Hamid Karzai, pedir aos norte-americanos que diminuam sua "intromissão" na vida afegã.

Perguntada sobre o assunto, Hillary afirmou que as medidas tomadas pelo governo americano fazem parte do acordo de cooperação com o país:

"Acreditamos que as ações de inteligência com alvos precisos contra insurgentes de grande importância e suas redes, é um ponto chave de nossas abrangentes operações civis-militares e essas operações são realizadas em total cooperação com o governo do Afeganistão", declarou.

Entretanto a líder americana acrescentou, que os Estados Unidos seguem sendo "muito sensíveis às preocupações" manifestadas por Karzai.

O presidente do Afeganistão advertiu no domingo que o Exército dos Estados Unidos deve reduzir o número de operações militares e sua "intromissão" na vida afegã, sob o risco de exacerbar a rebelião talibã.

Karzai afirmou que a presença de 100 mil soldados americanos no Afeganistão e, especialmente, os "terríveis" ataques noturnos das forças dos EUA contra os lares afegãos exacerbam as emoções no país e levam os jovens à rebelião.

"Os ataques são sempre um problema. Eram antes e são agora. Devem parar", disse Karzai em Cabul ao jornal Washington Post.

"O povo afegão não gosta destes ataques. Se há algum ataque, deve ser realizado pelo governo afegão e sob as leis afegãs. Isto é um motivo de contínua divergência entre nós".