Suprema Corte dos EUA mantém lei que proíbe homossexuais de servir ao exército

A Suprema Corte americana negou o pedido de um grupo de defesa dos direitos dos homossexuais, a 'Log Cabin Republicans', de bloquear o cumprimento da lei "Don't Ask, Don't Tell" ('Não pergunte, não diga') que proíbe gays declarados de servir ao exército. Instâncias judiciais menores tentam rever a questão.

"Esta política fracassada é inconstitucional porque destitui soldados, marinheiros, aeronautas, guardas costeiros e fuzileiros dos direitos fundamentais que todos os americanos prezam, exatamente os mesmos direitos que nossas forças armadas defendem com suas vidas", protestou R. Clarke Cooper, diretor-executivo da 'Log Cabin Republicans'.

No mês passado, um juiz federal publicou um mandado de segurança contra a lei,afirmando que ela infringe as liberdades civis de gays e lésbicas, mas uma corte federal de apelações suspendeu a ordem e afirmou que a política deveria ser mantida.

Logo após a publicação do mandado de segurança, o Pentágono anunciou que estava aceitando recrutas declaradamente homossexuais pela primeira vez na história americana, mas também pediu cautela aos novos militares em meio às incertezas legais.

Pesquisas demonstraram que  maioria dos americanos apóia a suspensão da lei

Pesquisa feita entre soldados pelo Pentágono e publicada na edição desta quinta-feira do jornal Washington Post revela que 70% dos entrevistados declararam-se favorávis ou indiferente à suspensão do tabu.

A pesquisa foi realizada entre 400.000 soldados e 150.000 casais de militares. Suas conclusões serão entregues ao presidente americano, Barack Obama, em 10 de dezembro.

"A consulta leva seus autores a concluir que as tropas não terão mais objeções em ver soldados declaradamente homossexuais servirem", uma vez que a lei seja abolida, acrescentou o periódico.