Morales diz que se sente "órfão" após a morte de Kirchner

Milhares de argentinos esperam na fila para entrar na Casa Rosada, onde Kirchner será velado

    BUENOS AIRES - O presidente boliviano, Evo Morales, primeiro dos chefes de Estado latino-americanos a chegar a Buenos Aires para o velório de Néstor Kirchner, afirmou sentir-se órfão com a partida de seu "irmão e companheiro". "Ontem (quarta-feira), ao retornar de Teerã, fomos pegos de surpresa pela informação sobre a perda do companheiro e irmão Néstor Kirchner", indicou Morales.

O presidente boliviano, que viajou acompanhado de uma ampla coletiva de ministros e vice-ministros, evocou os momentos difíceis que passou no poder e a ajuda oferecida por seu ex-colega, morto na quarta-feira depois de uma crise cardíaca.

"Sua ajuda e suas sugestões foram muito importantes quando comecei como presidente. A perda me deixa órfão. Passei momentos difíceis e Néstor sempre estava comigo. Espero que siga comigo", acrescentou.

Morales destacou o secretário-geral da Unasul como um líder não apenas do povo argentino, mas também do povo boliviano e latino-americano.

"Sinto que a perda é insubstituível. Estamos aqui para expressar nossa solidariedade e esperamos, neste momento difícil, confortar a família e o povo argentino", disse.

O corpo de Néstor Kirchner será velado nesta quinta-feira em Buenos Aires, e o enterro está programado para sábado na província de Santa Cruz, no sul. São esperados para o funeral vários presidentes latino-americanos, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez e Sebastián Piñera.