Suprema Corte americana autoriza execução no Arizona

     WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou na noite de terça-feira a execução de um condenado no Arizona, depois de decidir que uma droga produzida no exterior pode ser utilizada na injeção letal. A Suprema Corte decidiu por cinco votos a quatro que um tribunal local cometeu um equívoco ao impedir a execução depois que o estado se negou a revelar onde obteve a droga, que tinha a segurança questionada.

"Não há evidências que sugiram que a droga obtida de uma fonte do exterior seja insegura", afirma a decisão da Corte. A data da execução não foi anunuciada.

Jeffrey Landrigan, 48 anos, condenado à morte por um assassinato em 1990, deveria ter sido executado na manhã de terça-feira, mas um dia antes um juiz proibiu a aplicação da pena capital enquanto o estado do Arizona não divulgasse publicamente a procedência do anestésico que seria utilizado. O governo do Arizona apelou da decisão à Suprema Corte.

A falta do anestésico usado na injeção letal, tiopental sódico, dificulta a aplicação da pena capital nos Estados Unidos. Vários estados adiaram execuções, mas Arizona e Califórnia anunciaram que conseguiram o anestésico por meios que se recusaram a revelar. O anestésico está em falta nos Estados Unidos e o único laboratório do país que produz a droga, Hospira, só deve retomar a produção em 2011.