Parlamento francês vota reforma da aposentadoria

     PARIS - O Parlamento francês deve aprovar em definitivo, nesta quarta-feira, a principal reforma estimulada pelo presidente Nicolas Sarkozy, que acabará com a aposentadoria aos 60 anos, às vésperas de uma nova jornada de greves e protestos, na última batalha de uma grande mobilização.

Após seis jornadas de grandes manifestações no país, que chegaram a mobilizar um recorde de 3,5 milhões de pessoas, segundo os sindicatos, e 1,2 milhão, segundo o governo, o Executivo e a coalizão governante, liderada pelo partido de Sarkozy, a UMP, conseguiram levar a reforma adiante.

O projeto de lei será submetido nesta quarta-feira à votação final na Assembleia Nacional (Câmara dos Deputados), um dia depois da aprovação no Senado. Sarkozy pretende promulgar o texto em novembro.

Considerada injusta por mais de 70% dos franceses, a reforma elevará de 60 a 62 anos a idade mínima para ter acesso à aposentadoria e de 65 a 67 anos para obter uma pensão completa. Também aumentará de 40,5 a 41,3 os anos de contribuições para obter uma aposentadoria a 100%.

As greves que acompanharam a mobilização social, que nas últimas semanas se concentraram no setor de petróleo e ameaçaram paralisar o país, perderam força nos últimos dias.